O contrato mais líquido do ouro fechou perto da estabilidade nesta terça-feira (25) com a escalada recente do metal perdendo ímpeto na ausência de novos catalisadores.
Ao longo dos últimos dias, a commodity atingiu seu maior nível desde maio, em um cenário que envolveu receio sobre a postura do Tesouro americano e perspectivas para a trajetória da política monetária do Federal Reserve (Fed).
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 0,07%, a US$ 4.694,5 por onça-troy. A prata para setembro avançou 0,13%, a US$ 68,682 por onça-troy.
“Preocupações fiscais renovadas nos EUA, incertezas sobre a credibilidade do mercado de Treasuries e o índice do dólar abaixo de 99 mantiveram a demanda firme, apesar de o rendimento do T-note de 10 anos seguir perto de 4,7%”, afirmam analistas da Sucden Financial.
“Agora, o ouro precisa se sustentar acima de US$ 4.700 por onça para preservar o tom mais firme”, avaliam.
As preocupações com o nível recorde da dívida dos EUA - exacerbadas pelas intervenções anunciadas pelo Tesouro americano no mercado de títulos do país - foram agravadas por uma escalada na disputa tarifária com o Canadá, lembra o Commerzbank.
Além disso, o banco nota que o interesse entre os investidores de ETFs já aumentou de forma notável na última semana. Segundo o World Gold Council, os ETFs de ouro registraram os maiores fluxos de entrada semanais em 10 meses, totalizando 46,7 toneladas.
