Os contratos futuros de açúcar negociados na bolsa de Nova York recuaram nesta terça-feira (25), com o vencimento para outubro com baixa de 2,15% e negociado a 17,27 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo o TradingView, os preços ficaram pressionados pela correção do mercado após as máximas recentes, além da queda nas cotações do petróleo, que reduz a atratividade do açúcar para a produção de etanol.
Além disso, o mercado acompanha as perspectivas de importações menores pela Índia, o que também contribuiu para a queda nos preços futuros nesta sessão.
A consultoria indiana Greenleaf estima que o país poderá importar no máximo 500 mil toneladas de açúcar até 31 de outubro, metade do volume de 1 milhão de toneladas autorizado sem tarifas pela Direção-Geral de Comércio Exterior.
No Brasil, maior produtor mundial de açúcar, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) projeta produção de 705,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27, alta de 4,7% em relação ao ciclo anterior.
Apesar do aumento da oferta de cana, a produção de açúcar deve recuar 2,9%, para 42,89 milhões de toneladas. Já a produção de etanol a partir da cana deve crescer 9,7%, alcançando 29,98 bilhões de litros.
O mercado também segue acompanhando a possibilidade de um El Niño de forte intensidade pode afetar a produção nas principais regiões produtoras de açúcar e limitar a oferta global.
