Pelo menos 1 em cada 4 ex-jogadores da NFL (National Football League), que morreram entre 2016 e 2021, tinham a doença CTE (Encefalopatia Traumática Crônica, em inglês), de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira (25) no periódico BMJ.
O estudo é “uma das estimativas mais informativas até o momento sobre a incidência de CTE entre ex-jogadores da NFL“, afirmou um editorial publicado juntamente com a pesquisa.
A encefalopatia traumática crônica é uma doença neurodegenerativa associada a repetidos golpes na cabeça. O diagnóstico só pode ser feito após a morte, embora os sintomas possam incluir perda de memória, problemas de controle de impulsos, ansiedade, depressão e problemas de raiva. É mais comum em pessoas que praticam esportes como futebol americano, hóquei e futebol, mas também foi detectada no cérebro de soldados feridos em explosões e em algumas pessoas que sofreram violência doméstica. No cérebro, a doença é caracterizada por um acúmulo anormal da proteína tau.
Uma análise recente e independente já havia detectado a doença em 99% dos ex-jogadores da Liga de Futebol Americano dos EUA que doaram seus cérebros para pesquisa. No entanto, uma limitação significativa desse estudo foi o fato de ter sido realizado em uma população potencialmente enviesada, já que seus cérebros foram doados por familiares que podem ter notado os sintomas enquanto seus familiares ainda estavam vivos.
