O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que encabeça a defesa de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, tratou nesta terça-feira (25) de vazamentos em inquéritos que citam o filho mais velho do presidente com o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, e o ministro da Justiça, Wellington César.
Marco Aurélio disse nas conversas que os vazamentos são prejudiciais ao trabalho do ministro e do chefe da PF. A defesa de Lulinha afirma que uma ala da corporação, com viés eleitoral, seletivamente veicula informações descontextualizadas do inquérito.
“Nunca vi nada parecido. Não tem precedentes, nem na história da finada Operação Lava-Jato. Precisamos tirar o rosto do processo. Se acontece algo assim com o filho do presidente, quem dirá o que pode ocorrer com outro cidadão qualquer?”, disse à reportagem.
No contato, o advogado apresentou representações formais e pediu informações sobre o andamento dos inquéritos instaurados para apurar os vazamentos.
À CNN Brasil, o advogado disse que tenta reuniões com os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça e Flávio Dino, que estão à frente dos inquéritos na Corte, para tratar do tema.
Na última semana, Marco Aurélio se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio da Alvorada. O tema principal das reuniões foi a eleição em São Paulo e Lulinha foi tratado “lateralmente” na conversa - o advogado coordena a campanha do mandatário no estado.
