Dolly Parton, que começou em origens humildes para alcançar o topo da música americana e se tornar uma das estrelas mais filantrópicas, unificadoras e amadas do país, morreu nesta terça-feira (25) em sua casa em Nashville, segundo um comunicado da família, aos 80 anos.
O comunicado, atribuído ao seu sobrinho Bryan Seaver, informou que Parton morreu “em paz”. Uma cerimônia pequena e privada será realizada para os familiares próximos, acrescentou a nota.
Em uma carreira que se estendeu por mais de meio século, Parton capturou a experiência americana ao compor mais de 3.000 músicas. Entre elas estava “Coat of Many Colors”, uma ode íntima à sua mãe, que costurava roupas na casa rural da família no Tennessee.
Ela escreveu e interpretou canções sobre amor e desilusões amorosas, como “Jolene” e “I Will Always Love You”. Já “9 to 5”, a música-tema do filme de mesmo nome, no qual Parton também estrelou, tornou-se um hino para as mulheres e trabalhadores americanos.
Parton lançou 49 álbuns, ganhou 11 prêmios Grammy e se tornou uma das artistas de maior sucesso a fazer a transição da música country para o pop, emplacando sucessos constantes nas paradas, incluindo “Islands in the Stream”, um dueto com Kenny Rogers.
Mais tarde na vida, ela canalizou seu enorme sucesso para a filantropia, fundando um programa de incentivo à leitura que já doou mais de 300 milhões de livros para crianças ao redor do mundo.
Mas Parton era, antes de tudo, uma compositora.
