A mina Pela Ema, no norte de Goiás, vai responder por mais da metade das terras raras pesadas produzidas fora da China até 2027. O governo Trump, por meio do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, injetou US$ 750 milhões para garantir a transferência do ativo brasileiro ao grupo americano USA Rare Earth. A transação total soma US$ 1,5 bilhão e deve ser concluída no fim de agosto.
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A fábrica em Goiás opera a única jazida de argila iônica em escala comercial fora do continente asiático. O local fornece os quatro minerais magnéticos indispensáveis para a fabricação de motores elétricos, robôs e jatos militares.
Apoio financeiro de Washington
A companhia americana assumirá o controle total do projeto minerador nos próximos dias. A direção da empresa celebrou a parceria com a administração de Donald Trump para erguer uma cadeia ocidental de insumos críticos. "Temos orgulho de continuar nossa forte parceria para construir uma cadeia de suprimentos segura e resiliente", declarou o presidente executivo da USA Rare Earth, Michael Blitzer.
O aporte estatal americano viabilizou o acesso a tecnologias de processamento e a integração de instalações nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Brasil. As conversas entre os investidores começaram em abril e dependem apenas da assembleia de acionistas marcada para o dia 28 de agosto.
