Na história de José Bisneto, a soja entrou muito depois. Antes dela vieram os canaviais de Pernambuco, as usinas da família, as viagens pelas estradas do Nordeste e uma sucessão de crises que, em vez de interromper sua trajetória, acabaram abrindo novas portas.
Hoje, sua produção de cana, açúcar e álcool divide espaço, em proporções semelhantes, com a produção de grãos, como soja e milho. No campo, a experiência acumulada ao longo de décadas se encontra com agricultura de precisão, dados e inteligência artificial.
Mas, antes de chegar à soja, foi preciso aprender a recomeçar. “Eu nasci dentro de uma usina e me criei, cresci dentro de uma usina. Então, conhecia tudo e sempre fui um empolgado com a cana-de-açúcar, o processo industrial. Todo esse setor me encantava”, conta.
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Pernambucano, nasceu em uma família de usineiros e cresceu entre máquinas, canaviais e o movimento das usinas. Nos anos 1980, a usina da família quebrou, em meio a mais uma crise do setor sucroenergético.
Foi nesse período que Bisneto encontrou uma nova oportunidade. Com o avanço do álcool combustível, novas destilarias surgiam no Nordeste, muitas delas comandadas por pecuaristas que tinham terra, mas não tinham experiência na fabricação de álcool. Ele começou a comprar melaço, subproduto da fabricação de açúcar, e revendê-lo às novas destilarias.
O comércio cresceu e o levou a percorrer o Nordeste.
