O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou como “desrespeito” a afirmação da oposição de que a Polícia Civil do Estado de São Paulo estaria “mascarando” a investigação da operação Wi-Fi para proteger aliados políticos. Segundo ele, a corporação é uma “polícia de Estado, não de governo”. A declaração foi feita nesta 3ª feira (25.ago.2026), durante o VII Seminário de Enfrentamento à Violência Doméstica, em Santana, na zona norte da capital paulista.
A polêmica envolve uma determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, publicada na 2ª feira (24.ago), para que a Polícia Civil de São Paulo repasse à PF (Polícia Federal) os dados e documentos apreendidos na operação Wi-Fi. O prazo dado pela Corte é de 5 dias.
OPERAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL
A operação, realizada em junho deste ano, teve como um dos alvos o ICB (Instituto Conhecer Brasil), organização ligada a Karina Gama, sócia da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O objetivo do repasse de dados da investigação da Polícia Civil é fortalecer a apuração da PF sobre a destinação de emendas parlamentares à produtora. O caso está sob a relatoria do próprio Dino no Supremo.
Congressistas alegam que a Polícia Civil do Estado retardou as investigações para não prejudicar aliados em ano eleitoral, tendo em vista que o caso envolve diretamente a família Bolsonaro.
