A arrecadação de receitas federais somou R$ 289,346 bilhões em julho de 2026, alta real de 8,97% ante o mesmo mês de 2025, já descontada a inflação medida pelo IPCA.
De janeiro a julho, a arrecadação chegou a R$ 1,877 trilhão, crescimento real de 6,98% ante o mesmo período de 2025. Eis a íntegra (PDF - 1 MB).
PETRÓLEO E RENDA FIXA
O Imposto de Exportação sobre óleo bruto, decorrente da Medida Provisória 1.340/2026, trouxe uma receita atípica de R$ 3,16 bilhões em julho e de R$ 7,98 bilhões no acumulado do ano.
A receita impulsionou a categoria de “Outras receitas administradas pela Receita Federal”, que cresceu 97,73% em termos reais na comparação com julho de 2025.
A arrecadação de IRPJ (Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas) e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) do setor de óleo e gás passou de R$ 1,044 bilhão em julho de 2025 para R$ 3,636 bilhões em julho de 2026, alta real de 248,20%.
No PIS/Cofins do setor, a arrecadação subiu de R$ 166 milhões para R$ 3,613 bilhões, crescimento real de 2.074,69%.
No mercado financeiro, a arrecadação de IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) sobre rendimentos do capital somou R$ 13,449 bilhões, alta real de 29,47%. O resultado foi influenciado pelo aumento dos rendimentos de aplicações financeiras, em um cenário de taxa Selic em 14% em agosto de 2026.
A arrecadação sobre renda fixa de pessoas físicas e jurídicas cresceu 24,34% em termos nominais.
