Quando você tem uma dúvida sobre algo, pode seguir três caminhos hoje em dia. O primeiro é pesquisar no Google. O segundo é conversar com um chatbot de inteligência artificial (IA), como ChatGPT, Claude, Gemini. O terceiro é conversar com alguém. Com a IA cada vez mais embutida na Busca do Google, os primeiros dois caminhos podem render experiências parecidas. Já no terceiro, a coisa é bem diferente. Humanos carregam conhecimento em suas mentes. Plataformas de IA mineram dados.
A diferença é, essencialmente, a seguinte: a pessoa consultada por você pode saber do que está falando. E, por isso, pode esclarecer sua dúvida. Ou até provocar outras. A IA, não. A resposta do chatbot passa confiança. É “limpa”, bem estruturada, aparentemente coerente. Mas não se engane. A plataforma não sabe do que está falando. Mas isso não tira o valor da sua resposta.
A IA processa quantidades abissais de dados, mas não carrega conhecimento
Você e a inteligência artificial não falam a mesma língua. Você poderia falar todos os idiomas do mundo e, ainda assim, não falaria a mesma língua da IA. Você, humano, fala a partir de vocabulário de palavras. A máquina só entende tokens - bloquinhos com etiquetas numéricas. Ou seja, números.
“Um token é basicamente uma subpalavra”, explica Fabrício Carraro, Program Manager da Alura, em entrevista ao Olhar Digital.
