O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faltará à 18ª cúpula dos Brics, marcada para 12 e 13 de setembro, em Nova Délhi, na Índia. O petista será representado pelo chanceler Mauro Vieira no encontro que reunirá o premiê indiano Narendra Modi (BJP) e os presidentes Xi Jinping (PCCh), da China, e Vladimir Putin (Rússia Unida), da Rússia.
O encontro será 22 dias antes do 1º turno das eleições, o que dificulta uma viagem de Lula ao país. Desta forma, Mauro Vieira irá liderar a delegação brasileira, assim como foi feito na cúpula de 2024, em Kazan, na Rússia.
O evento marca a 1ª visita de Xi Jinping à Índia em 7 anos. A presença do líder chinês sinaliza uma reaproximação entre os países iniciada em 2025, quando o premiê indiano Narendra Modi viajou a Tianjin.
É um indicativo de que os 2 países mais populosos do mundo estão dispostos a superar disputas fronteiriças para construir uma relação mais amena.
China e Índia carregam uma rivalidade desde a década de 1960, com diversas áreas da longa fronteira -cerca de 3.800 km- sendo zonas de tensão, com suas demarcações frágeis e forte presença militar. É o caso da região do Tibete, por exemplo.
A cúpula na Índia também marca a retomada da participação de Putin, que não compareceu à cimeira de 2025, no Brasil, porque tem um mandado de prisão contra ele expedido pelo TPI (Tribunal Penal Internacional) por crimes de guerra contra a Ucrânia. O país é signatário do estatuto que criou a Corte e seria obrigado a cumprir o mandato.
