O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, prometeu na segunda-feira (24) um “Dia D econômico” para os países que compram petróleo do Irã. Especialistas afirmam que isso significa, em particular, um país: a China.
Bessent não citou a China na segunda-feira, mas deixou pouco espaço para dúvidas.
“Constatamos que a melhor forma de se engajar com os países é por meio da diplomacia discreta, e estamos nivelando as expectativas com cada país para informá-los sobre o que esperamos deles”, disse Bessent.
Mas, embora a ameaça de Bessent possa colocar a China no centro das atenções, as repercussões podem se estender pelo mundo, inclusive para os consumidores americanos, que podem ver seus próprios custos de energia aumentarem como resultado.
Teerã provavelmente exportou entre US$ 3,9 bilhões e US$ 4,2 bilhões em petróleo em setembro de 2025, segundo uma análise; a China, maior consumidora de energia do mundo, compra a grande maioria.
“As compras chinesas respondem por aproximadamente 90% do petróleo exportado pelo Irã, gerando dezenas de bilhões de dólares em receita anual que sustenta o orçamento do governo iraniano e suas atividades militares”, afirmou a Comissão de Revisão Econômica e de Segurança EUA-China no início deste ano.
O anúncio da segunda-feira foi um “tiro de advertência”, disse Bessent. Embora algumas entidades e indivíduos tenham sido sancionados, ele não anunciou medidas amplas direcionadas a nações específicas.
