BRASIL - A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Polícia Federal (PF) a acessar dados apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo ampliou as investigações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A autorização foi concedida em 21 de agosto, após solicitação da própria PF. O material foi apreendido durante uma operação que atingiu a empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo longa.
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A investigação relatada por Dino apura a suspeita de que recursos provenientes de emendas parlamentares tenham sido desviados para empresas ligadas à produção do filme.
PF terá acesso a dados apreendidos
Com a decisão, os investigadores poderão analisar informações obtidas em computadores, celulares, documentos contábeis, notas fiscais, comprovantes de pagamentos e registros financeiros.
Também foram liberados dados brutos e relatórios produzidos a partir das mídias apreendidas pela Polícia Civil paulista.
A PF argumentou ao STF que o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligado a Karina Ferreira da Gama, está no centro da apuração e que os elementos recolhidos em endereços da entidade, da empresária e de outras empresas podem contribuir para aprofundar a investigação.
O compartilhamento dos dados foi autorizado por Dino de forma sigilosa.
