A Justiça Eleitoral começou a barrar candidatos que tentam levar o sobrenome do Jair Bolsonaro às urnas sem integrar a família do ex-presidente.
Nos últimos dias, decisões no Rio de Janeiro e em Mato Grosso determinaram a retirada da referência a Bolsonaro dos nomes escolhidos por candidatos para aparecer na urna eletrônica.
O primeiro caso envolve Renato de Araújo Corrêa, candidato do PL a deputado federal. O TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) impediu que ele utilizasse o nome de urna “Renato de Araújo Bolsonaro”.
Durante a ação que analisou o registro da candidatura, o Ministério Público Eleitoral afirmou que, desde 2024, vem defendendo o impedimento do uso de sobrenomes de políticos por pessoas sem relação familiar com eles. A medida busca evitar confusão entre os eleitores e o que a Justiça Eleitoral chama de “migração de votos”.
Segundo o MP, a utilização do sobrenome “Bolsonaro” poderia induzir os eleitores a acreditar que existe algum grau de parentesco, gerando dúvida sobre a verdadeira identidade do candidato e provocando um possível desequilíbrio na disputa eleitoral.
O desembargador Paulo Cesar Salomão Filho, do TRE-RJ, concordou com os argumentos do Ministério Público e barrou o uso do sobrenome na candidatura de Renato.
Outro caso recente ocorreu em Mato Grosso. A candidata a deputada estadual Flaviane Ramalho teve negado o pedido para utilizar o nome de urna “Flaviane do Bolsonaro”.
