Em junho deste ano, o governo Trump realizou um voo de deportação secreto, transportando 18 imigrantes de diferentes países para a República Centro-Africana, nação considerada uma das mais perigosas do planeta.
A correspondente internacional da CNN, Isobel Yeung, viajou até Bangui, capital da República Centro-Africana, para investigar o caso e ouvir os deportados.
Entre os deportados está Asena, uma mulher que diz ter fugido da Turquia após receber ameaças de morte e ter buscado segurança nos Estados Unidos. Ela relata que foi algemada nas mãos e nos pés durante o traslado e que não sabia para onde seria levada.
“Eu disse: ‘Onde estamos indo?’ E ele disse: “Não sei, talvez África Central’. E eu estava em choque”, afirmou.
Voo secreto e condições precárias
O voo partiu do Aeroporto de Alexandria, na Louisiana, às 20h58 do dia 11 de junho, com 18 imigrantes a bordo, provenientes de países como Geórgia, Egito, Afeganistão, Iraque e Jordânia.
Após uma escala para reabastecimento em Gana, a aeronave pousou em Bangui aproximadamente 20 horas depois.
Segundo a reportagem, vários migrantes afirmam ter sido espancados durante o processo, alegação que um oficial americano classificou como “uma mentira desvalada”.
Dois dos migrantes relataram ter sido submetidos a um dispositivo de contenção corporal total. O fabricante do equipamento afirmou que ele é utilizado como último recurso para garantir a segurança e evitar confrontos.
