Os debates eleitorais estão no fim?
Agora, chegou a vez dos debates eleitorais. A imagem do primeiro encontro dos presidenciáveis de 2026 sugere o fim de uma era. Dos seis candidatos convidados pela Band para o duelo de domingo, três compareceram. Outros três deixaram seus púlpitos vazios.
O esvaziamento se deve, em primeiro lugar, à tática dos fujões. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois líderes nas pesquisas, concluíram que tinham mais a perder do que a ganhar com o confronto. Lula decidiu não ir para não se tornar o alvo preferencial. Flávio disse que não participaria sem Lula. E Romeu Zema (Novo), diante da ausência dos dois, também desistiu.
O resultado foi um debate sem os candidatos que, juntos, concentram mais de dois terços das intenções de voto.
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Durante décadas, os políticos precisavam do debate para chegar ao eleitor. Hoje, podem contorná-lo com postagens no Instagram, TikTok e YouTube, podcasts, lives e grupos de WhatsApp.
Nas redes sociais, eles podem falar durante horas sem o contraditório, escolher o assunto, o cenário, o enquadramento e definir até as perguntas que pretendem responder. Por que, então, aceitar ficar duas ou três horas diante de adversários preparados justamente para explorar suas vulnerabilidades?
Há um segundo ponto. O próprio debate deixou de ser produzido apenas para quem está diante da televisão. Cada frase é pensada também no corte que circulará no dia seguinte.
