Um colar de ouro avaliado em cerca de R$ 2 milhões e entregue pelo influenciador Buzeira como presente ao jogador Neymar acendeu o alerta da Polícia Civil de São Paulo e se tornou o ponto de partida para descoberta de um mercado ilegal de ouro. No foco da teia criminosa está uma área comercial no Centro da cidade, o chamado “Círculo de Fogo”.
Neymar não é investigado pela Operação Ouro Reverso. Ele é apenas apontado como alguém que recebeu um presente do criador de conteúdo.
Apontada pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) como o núcleo de processamento do esquema, a região foi o principal foco da segunda fase da operação que ocorreu nesta segunda-feira (24).
De acordo com as investigações, o “Círculo de Fogo” abriga empresas e estabelecimentos comerciais de fachada que atuam na ponta final de uma rede criminosa de roubo e furto de joias e alianças de ouro.
O esquema funcionava em três etapas. A primeira era o roubo das joias, quando as quadrilhas cometiam os crimes nas ruas. A segunda era a receptação, momento em que o material ilícito era vendido para comércios situados no “Círculo de Fogo”.
E a terceira era o derretimento, quando dentro dessas empresas, o ouro das joias roubadas era rapidamente fundido e derretido.
O último processo é apontado pela Polícia Civil como o pilar da operação ilícita. Ao derreter o ouro, os receptadores conseguiam dificultar a identificação das peças originais e ocultar a procedência criminosa do material.
