O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o ministro da Fazenda Dario Durigan. O parlamentar acusa Durigan de usar a estrutura da pasta para fazer campanha pela reeleição do presidente Lula (PT).
No documento, protocolado na segunda-feira (24), os advogados de Flávio elencam reportagens que, segundo ele, comprovariam atuação do ministro como um “porta-voz econômico” do presidente. Isso, segundo a peça, configuraria o uso da máquina administrativa em favor da candidatura de Lula.
Procurado, o Ministério da Fazenda não se manifestou até a publicação desta matéria.
A primeira reportagem citada é uma do site Poder360, de 29 de julho, que conta sobre ida de Durigan à Faria Lima, em São Paulo, para dialogar com o mercado sobre um eventual quarto mandato de Lula.
Em seguida, citam reportagem da Folha de S.Paulo, de 14 de agosto, que apresenta o ministro como “porta-voz econômico” da campanha à reeleição, e reportagem de O Globo, de 21 de agosto, que o descreve como “interlocutor econômico” da candidatura petista.
A representação também questiona a agenda oficial do Ministério da Fazenda registrada em 17 de agosto. Nesta data, Durigan cumpriu, em São Paulo, compromissos classificados pelos advogados como “eleitorais”. Para eles, essa mistura entre a agenda oficial e eventos tidos como políticos mostra que as atividades da campanha teriam sido “administrativamente absorvidas” pela agenda funcional.
