Quatro pessoas foram diagnosticadas com a Febre do Nilo Ocidental nesta semana, sendo duas em São Paulo e duas em Santa Catarina. Desses casos, uma idosa de 77 anos morreu em Imbituba, no estado catarinense.
A doença é causada por um vírus e pode, em casos mais sérios, comprometer o sistema nervoso e levar à morte.
O vírus da doença é transmitido por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente pernilongos, assim como ocorre com as infecções da Dengue, da Zika, da Chikungunya e da Febre Amarela. Esses insetos são contaminados por algumas espécies de aves silvestres que funcionam como hospedeiros naturais.
Além dos humanos, outros mamíferos podem adquirir a doença, como macacos e cavalos.
Segundo o Ministério da Saúde, humanos e equídeos não transmitem a doença de forma direta. Porém, há formas mais raras relacionadas ao contato com o sangue que colaboraram para o contágio, como em transfusão sanguínea, transplante de órgãos, aleitamento materno e transmissão transplacentária, que ocorre da mãe para o feto durante a gravidez.
Áreas de risco
A contaminação ocorre principalmente em áreas rurais e silvestres. Isso porque são locais com maior presença de aves silvestres migratórias e pernilongos infectados. Pessoas que trabalham ao ar livre, como médicos veterinários, agrônomos, zootecnistas, biólogos, agricultores e jardineiros, portanto, devem ter mais atenção à exposição.
