Ex-quarterback da NFL Colin Kaepernick, cujos protestos contra a injustiça racial, há uma década, fizeram dele um dos mais proeminentes atletas ativistas dos Estados Unidos, receberá o prêmio Humanitário do Ano do Muhammad Ali Center em uma cerimônia em Louisville, em 7 de novembro, informou a organização nesta terça-feira (25).
Segundo o centro, Kaepernick foi escolhido por sua atuação no combate à injustiça racial e pelos esforços para apoiar comunidades marginalizadas por meio do Know Your Rights Camp e de outras iniciativas filantrópicas.
“Colin usou sua plataforma para defender a igualdade, a dignidade humana e a transformação social, mesmo quando isso lhe trouxe custos pessoais e profissionais significativos”, afirmou Lonnie Ali, viúva do lendário boxeador e cofundadora, presidente e CEO do Muhammad Ali Center.
Kaepernick começou a se ajoelhar durante a execução do hino nacional dos Estados Unidos antes dos jogos da NFL, em 2016, em protesto contra a violência policial e a desigualdade racial. A atitude provocou amplo apoio e críticas, transformou os protestos durante o hino em uma questão política de dimensão nacional e inspirou outros atletas a se manifestarem.
Sua última temporada na NFL foi em 2016, pelo San Francisco 49ers. Mais tarde, Kaepernick apresentou uma queixa contra a liga, alegando que as equipes haviam conspirado para impedir sua contratação por causa de seu ativismo. Em 2019, ele chegou a um acordo confidencial com a NFL.
