O comércio atacadista do Estado de São Paulo encerrou o 1º semestre de 2026 com cerca de 632 mil trabalhadores com carteira assinada, o maior estoque da série histórica iniciada em 2020. O número representa alta de 1,2% em relação a junho de 2025, segundo levantamento da FecomercioSP com base em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Apesar do recorde de trabalhadores empregados, o ritmo de criação de vagas perdeu força. O setor abriu 5.536 postos no 1º semestre de 2026, menos da metade dos 12.005 empregos criados no mesmo período de 2025. É o pior saldo para os 6 primeiros meses de um ano desde 2020.
A desaceleração ocorre em um cenário de juros elevados, maior endividamento das famílias e inflação próxima do teto da meta, fatores que reduzem o ritmo da atividade econômica e podem limitar a expansão do comércio.
Entre janeiro e junho, foram 159.515 admissões e 153.979 desligamentos no comércio atacadista paulista. Só em junho, o saldo foi positivo em 1.358 vagas, com 7 das 11 atividades analisadas registrando criação de empregos.
O segmento de alimentos e bebidas liderou a geração de postos em junho, com 1.052 vagas, seguido por produtos e equipamentos para uso médico, hospitalar e odontológico, com 124. Já o grupo de produtos químicos, metalúrgicos e insumos agrícolas teve saldo negativo de 141 vagas.
SETORES
Do estoque total de empregos do setor, 194 mil estavam concentrados em alimentos e bebidas.
