A Justiça de São Paulo marcou para os dias 11, 12 e 13 de maio de 2027 o júri popular de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. O líder do PCC (Primeiro Comando da Capital) é acusado pelo homicídio consumado e tentado de policias militares em 12 de maio de 2006, em Jundiaí.
Há 20 anos, o estado de São Paulo enfrentava o episódio que ficou conhecido como Crimes de Maio, considerado como um dos mais graves da história da segurança pública. A ofensiva, atribuída ao PCC, e a reação das forças de segurança deixaram 564 mortos e 110 feridos em apenas nove dias.
Marco Willians é acusado de ter assassinado um policial militar durante os ataques ocorridos no dia 12 de maio, além de ter praticado um homicídio tentado -- quando a execução é iniciada, mas não se consuma por motivos alheios à vontade do autor.
O Ministério Público de São Paulo apresentou a denúncia contra os crimes em 4 de setembro de 2006 e, desse modo, o julgamento ocorrerá cerca de 21 anos após os fatos. Nesse meio tempo, os acusados foram pronunciados em 2009 e, em 2019, o processo foi transferido para julgamento em outra comarca, por razões de segurança.
Em 2023, segundo a defesa de Marcola, a própria Justiça de São Paulo reconheceu o excesso de prazo no julgamento desta ação penal. A prisão atualmente cumprida por Marco decorre de condenações proferidas em outros processos.
