O presidente da China, Xi Jinping (Partido Comunista da China), prepara sua 1ª visita à Índia em 7 anos para participar da 18ª Cúpula dos Brics em Nova Délhi. Segundo informações da Reuters, a comitiva da China para o evento não se restringirá só ao líder chinês e a autoridades diplomáticas: ao todo, deve ter cerca de 400 integrantes -o dobro da última visita em 2019.
A presença de Xi e de uma comitiva robusta sinaliza uma reaproximação entre os países iniciada em 2025, quando o premiê indiano Narendra Modi (BJP, direita) viajou a Tianjin -também foi a 1ª visita do líder indiano à China em 7 anos. É um indicativo de que os 2 países mais populosos do mundo estão dispostos a superar disputas fronteiriças para construir uma relação mais amena.
China e Índia carregam uma rivalidade desde a década de 1960, com diversas áreas da longa fronteira -cerca de 3.800 km- sendo zonas de tensão, com suas demarcações frágeis e forte presença militar. Essas zonas são conhecidas como LAC (Linha de Controle Real).
Outro fator que pressiona negativamente a diplomacia são os acordos militares da China com o Paquistão, um rival ainda mais malquisto para os indianos e com quem o país já teve outros conflitos armados.
Devido aos confrontos e aos acordos chineses com o Paquistão, China e Índia mantiveram uma relação de pouca cortesia por mais de 60 anos, mas um evento em 2020 deixou a própria relação entre Xi e Modi mais complexa.
