A lobista Roberta Luchsinger realizou “significativas movimentações de dinheiro em espécie” e usou parte desses valores para pagar uma viagem de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem mantém amizade próxima.
O documento da Polícia Federal que fundamentou a abertura de um inquérito contra Lulinha foi obtido na 2ª feira (24.ago.2026) pelo repórter José Marques, do jornal Folha de S. Paulo.
Segundo a PF, em 25 de junho de 2025 o motorista de Roberta, Ulisses Barbosa Viana Júnior, fez “duas coletas em espécie com terceiro desconhecido” nos valores de R$ 100 mil e R$ 200 mil.
Desse total, R$ 50.000 foram repassados a uma agência de viagens que havia emitido passagens para Lulinha e Roberta. Nesse mesmo dia, o serviço da agência foi usado para pagar passagens no valor de R$ 2.000 para os 2, de Brasília ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
De acordo com a corporação, Roberta também pediu para seu motorista depositar R$ 50.000 na conta da consultoria dela, além de tirar outros valores e dar a pessoas não identificadas pela PF.
Em agosto de 2025, Roberta também disse em um diálogo transcrito pela PF que já estava gastando R$ 100 mil por mês em uma casa usada por Lulinha.
O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, disse à Folha que “setores da PF instrumentalizados por interesses políticos-eleitorais seguem tentando interferir nas eleições de 2026”.
