O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu uma reforma do sistema eleitoral brasileiro para adotar o modelo distrital misto. De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o sistema defendido por Moraes visa dividir os estados em distritos, nos quais os eleitores poderiam votar apenas em canidatos que representam aquele local, o que para o ministro fortaleceria o Congresso.
“Esse modelo (em vigor), esse modelo eleitoral faliu porque produz candidatos e eleitos que não tem vinculação nenhuma a partidos, que se preocupam muito mais em ficar fazendo live da Câmara do que discutir o projeto que tá sendo aprovado, que enfraquecem o Congresso“, afirmou Moraes durante evento realizado no Tribunal de Contas do Município de São Paulo na última segunda-feira (25).
Atualmente o Brasil utiliza dois modelos, o sistema majoritário e o proporcional. Segundo explica o TSE, o primeiro é aplicado para eleger senadores e chefes do Poder Executivo, nele é necessário maioria absoluta dos votos válidos para eleger presidente e vice, e maioria simples em municípios com até 200 mil eleitores para definir o comando de prefeituras.
Já o sistema criticado por Moraes, proporcional, é utilizado nas eleições para as câmaras de vereadores municipais, as assembleias legislativas estaduais, para a Câmara Legislativa do Distrito Federal e para a Câmara dos Deputados. No sistema, o número de votos válidos apurados é dividido pelo número de vagas no parlamento.
