A Justiça Eleitoral determinou a 2 candidatos que retirem o nome “Bolsonaro” de suas identificações de urna. Os tribunais regionais eleitorais do Rio de Janeiro e de Mato Grosso decidiram que nenhum dos 2 tem direito ao uso da referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
As decisões reforçam uma ofensiva do Ministério Público Eleitoral contra o uso eleitoral de sobrenomes de líderes políticos. Segundo O Globo, ao menos outros 6 candidatos que adotaram “Bolsonaro” no nome de urna aguardam julgamento. Há também um caso semelhante envolvendo o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No Rio de Janeiro, o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) impediu Renato de Araújo Corrêa, candidato do PL (Partido Liberal) a deputado federal, de concorrer como “Renato Araújo do Bolsonaro”. O desembargador Paulo Cesar Salomão Filho entendeu que a proximidade pessoal e política com a família do ex-presidente não autoriza a incorporação do sobrenome à identificação eleitoral. O risco de confusão para o eleitor foi o fundamento da decisão.
A defesa de Renato apresentou ao TRE-RJ vídeos e registros que documentam a ligação do candidato com Bolsonaro. O empresário de Angra dos Reis é amigo do ex-presidente, mantém relação pública com seus familiares e participou da fiscalização da reforma de uma casa de Jair Bolsonaro na Vila Histórica de Mambucaba. Ainda assim, as evidências não foram consideradas suficientes.
