A reserva de capacidade funciona como um seguro para o sistema elétrico. Seu objetivo é garantir potência disponível quando o Sistema Interligado Nacional mais precisa, independentemente de essa energia ser acionada de forma contínua.
O Brasil já contratou cerca de 19 GW em usinas térmicas e hidrelétricas, mas esse volume precisa ser complementado por recursos mais flexíveis, capazes de responder rapidamente às variações da operação.
É nesse espaço que entram os sistemas de armazenamento em baterias. No mercado internacional, o Bess (Battery Energy Storage System, ou Sistema de Armazenamento de Energia por Baterias) já se consolidou como fonte de potência e flexibilidade. Em 2025, foram adicionados globalmente 108 GW, alta de aproximadamente 40% em relação ao ano anterior, dos quais cerca de 90% foram destinados ao balanceamento de energia e ao provimento de potência.
As baterias respondem em frações de segundo, fornecem potência por várias horas e reduzem a necessidade de acionamento de usinas fósseis no período noturno. Ao diminuir a exposição aos preços dos combustíveis, adiar reforços de rede e aproveitar melhor a infraestrutura existente, o armazenamento aumenta a eficiência do sistema. Com a queda dos custos da tecnologia, o Bess começa a se tornar a principal fonte de potência em momentos de pico em mercados como a Califórnia.
Apesar disso, a Lei nº 15.269/2025 criou uma exceção específica para as baterias.
