Depois do avanço de investigações sobre tráfico de drogas no interior paulista, a Polícia Civil passou a monitorar novos habeas corpus que autorizam moradores a cultivar maconha para uso próprio em São José do Rio Preto e região. A decisão foi anunciada depois da Operação Cannabusiness, que revelou possíveis desvios nas permissões judiciais para plantio da cannabis.
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A operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e um de prisão na terça-feira 18, em 14 cidades, incluindo Mirassol, Olímpia e Cedral. Entre os alvos, dois possuíam salvo-conduto para o cultivo de cannabis. Foram bloqueados valores de seis investigados, além do confisco de imóveis em Cedral e Rio Preto. A polícia mapeou 27 plantações, o que totalizou mais de três mil pés de maconha, e instaurou dois inquéritos criminais a partir desses dados.
Segundo o delegado Everson Contelli, titular da Seccional de São José do Rio Preto, a investigação começou em fevereiro e se concentrou em um grupo suspeito de produzir e vender produtos derivados de cannabis sem respaldo legal, apesar das autorizações judiciais concedidas principalmente para fins medicinais. Os investigados têm autorização apenas para cultivar e extrair óleo para tratamento de doenças como ansiedade, dor crônica e depressão, mas estariam comercializando os produtos em outras regiões, o que configura tráfico de drogas.
