O São Paulo enfrenta uma crise sem fim, dentro e fora de campo, que teve como grande pontapé a demissão do técnico Hernán Crespo. O treinador foi desligado do cargo em março deste ano, em uma decisão interna que pegou a torcida de surpresa. Afinal, o time vinha de uma eliminação para o rival Palmeiras na semifinal do Paulista, mas havia encontrado um estilo de jogo e começou bem o Brasileirão, com 10 de 12 pontos conquistados.
Em nota oficial, o clube não chegou a dar explicações sobre o que motivou a demissão de Crespo. Posteriormente, o ex-diretor Rui Costa diria que a mudança foi “necessária” naquele momento. Internamente, porém, uma declaração do argentino gerou um forte incômodo.
Após uma derrota para o Palmeiras no Paulista, em janeiro deste ano, Crespo afirmou categoricamente que a meta do São Paulo no Brasileirão seriam “os 45 pontos”, pontuação tida como necessária para evitar o rebaixamento. A fala não caiu bem nos bastidores, e foi rebatida publicamente por figuras como o próprio presidente, Harry Massis; o agora diretor de futebol Rafinha, à época anunciado como gerente esportivo; e o atacante Lucas Moura, que disse o seguinte: “Ele sabe que não foi feliz [na fala]”.
Fato é que, nesta terça-feira, o São Paulo completa quatro meses sem vencer no Campeonato Brasileiro, vale citar que, em junho, o futebol nacional foi paralisado devido à Copa do Mundo.
