A CIA, a principal agência de inteligência dos Estados Unidos, enfrenta uma das maiores ondas de saída de funcionários das últimas décadas, em meio à redução do quadro de pessoal promovida pelo governo de Donald Trump.
O número exato é sigiloso, mas autoridades e ex-funcionários ouvidos pelo Washington Post estimam que possivelmente mais de mil pessoas tenham deixado a agência desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025.
No começo de 2025, estimava-se que a CIA tivesse aproximadamente 22 mil funcionários. Isso significa que, se a estimativa de mais de mil desligamentos estiver correta, a agência pode ter perdido em torno de 5% de sua força de trabalho em pouco mais de um ano e meio.
Os números oficiais, no entanto, são confidenciais e a CIA não divulga publicamente o tamanho de seu quadro nem quantos funcionários deixaram a organização. A onda de saídas inclui aposentadorias, demissões voluntárias e desligamentos e foi impulsionada pela política de redução do governo federal iniciada no começo do segundo mandato de Trump.
Em fevereiro de 2025, a CIA se tornou uma das primeiras grandes organizações de segurança nacional a oferecer um programa de saída voluntária, com incentivos financeiros, à parte de seus funcionários. A agência nunca informou quantas pessoas aceitaram a proposta.
