Pequim alertou, nesta terça-feira (25), que as novas sanções econômicas dos Estados Unidos contra o Irã “apenas intensificarão ainda mais as tensões” e que a cooperação da China com o Irã não deve ser prejudicada.
“A guerra econômica e a pressão máxima não ajudarão a resolver a questão. Elas apenas intensificarão ainda mais as tensões e os conflitos, criando riscos de repercussões…”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, durante uma coletiva de imprensa regular.
“A cooperação da China com o Irã sempre foi conduzida dentro da estrutura do direito internacional e não deve ser interrompida nem prejudicada.”
Lin acrescentou: “A China acompanha de perto os desdobramentos relevantes e tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar firmemente seus próprios direitos e interesses.”
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, prometeu na segunda-feira (24) um “Dia D econômico” para os países que compram petróleo do Irã.
Segundo uma análise, Teerã provavelmente exportou entre US$ 3,9 bilhões e US$ 4,2 bilhões em petróleo em setembro de 2025; a China, maior consumidora de energia do mundo, compra a grande maioria desse volume.
Cerca de 38% do petróleo e 23% do gás natural liquefeito da China passam pelo Estreito de Ormuz, ponto central do conflito envolvendo o Irã, de acordo com um relatório da Nomura divulgado em abril.
