Candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo), o senador Eduardo Girão (Novo-CE), afirmou que o PL foi “incoerente” ao apoiar Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo do Ceará. Para Girão, o acordo firmado pelo partido representa um “conchavo” da “velha política” e contraria os princípios defendidos pela direita.
“Quem é de direita não abre mão de seus princípios e valores. Então, é possível considerar que apoiar Ciro Gomes é uma incoerência do PL? É completa, total. E o tempo é o senhor da razão e vai mostrar isso”, disse em entrevista ao Poder360.
Para Girão, o apoio do PL ao tucano evidencia uma contradição na direita e representa “trocar 6 por meia dúzia”. “Todo mundo sabe que Ciro é PT, PT é Ciro”, afirmou.
O senador citou a passagem do político pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como ministro da Integração Nacional, de 2003 a 2006. Lembrou também a declaração de Ciro de que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi um “golpe”.
MICHELLE E O CEARÁ
A disputa pelo governo do Ceará foi pivô de um desentendimento familiar entre Michelle e seu enteado, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A ex-primeira-dama declarava apoio a Girão. Em junho, Michelle disse ter sido “humilhada” pelo enteado depois de criticar as negociações. Flávio negou a intenção de ofendê-la e pediu desculpas. Ambos retomaram a relação.
