A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição chegou à fase oficial com uma estratégia definida: depois de meses tentando transformar os resultados do governo em popularidade, o presidente passou a concentrar o discurso em três frentes: defesa da soberania, medidas com impacto direto no bolso do eleitor e a própria trajetória política.
A reportagem da Jovem Pan conversou ao longo dos últimos meses com integrantes do governo, da campanha e aliados próximos ao presidente. A avaliação é que Lula continua em posição favorável nas pesquisas e não precisa, neste momento, aumentar os riscos da disputa. Nos bastidores, a orientação é resumida pela expressão “jogar parado”. Casos como os envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente investigado por tráfico de influência, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do petista, também estão sendo monitorados, mas não trazem preocupação imediata à campanha.
Parte do entorno também considera que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) tem produzido os próprios desgastes. Por isso, aliados defendem que Lula evite exposições consideradas desnecessárias, principalmente em debates e sabatinas, desde que a ausência não provoque um custo político maior.
A cautela não significa, porém, ausência de mudanças. Ao longo da pré-campanha, o PT precisou ajustar principalmente a forma de apresentar os resultados do terceiro mandato.
