O duelo entre Palmeiras e Santos, pelas quartas de final da Copa do Brasil, reacendeu o debate sobre o gramado sintético. Principal estrela do Peixe, Neymar tem presença incerta no jogo de ida, que será realizado no Allianz Parque. O meia-atacante já manifestou diversas vezes sua insatisfação com a grama artificial.
A principal polêmica envolve o risco de lesões. A Gazeta Esportiva conversou com o coordenador de performance Walmir Cruz, que afirmou não haver evidências de que esse tipo de piso provoque mais contusões do que o gramado natural. Segundo ele, a principal diferença está no perfil das lesões.
“Os estudos sobre gramado sintético no futebol são relativamente recentes, começaram há cerca de dez anos. O que se observou é que não há uma incidência muito maior de lesões em comparação ao gramado natural. O que acontece é que os tipos de lesão costumam ser diferentes em cada superfície. No gramado artificial, ou sintético, aparecem mais lesões ligamentares, problemas de tornozelo e lesões de LCA. Já no gramado natural, a incidência maior está relacionada às lesões musculares”, disse.
“O que pode agravar um pouco a situação é quando o atleta já tem algum problema articular, como desgaste de cartilagem, lesões no joelho ou histórico de entorses de tornozelo. Nesses casos, o gramado sintético pode representar um fator mais prejudicial”, completou.
