Grandes recuperações judiciais, como da varejista Casas Bahia e da petroquímica Braskem, vêm sendo usadas como munição por adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026.
Em discursos e publicações nas redes sociais, os candidatos vinculam a situação das empresas ao juro alto e ao endividamento das famílias no país. Os adversários do presidente afirmam que tais condições são resultado da política econômica do governo Lula 3.
Em resposta à CNN Brasil, o Ministério da Fazenda informou que os pedidos de recuperação judicial caíram neste ano. Na comparação entre os primeiros quatro meses de 2026 e 2025, a queda foi de 23,4% no comércio, de 28% na indústria e de 29,5% no conjunto da economia, apontou.
A pasta ainda disse que os pedidos hoje se concentram no setor agropecuário, “em um contexto de queda de preços, eventos climáticos e mudanças regulatórias”. Segundo a Fazenda, a participação do comércio e da indústria entre os pedidos vem caindo desde 2024.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cita as dificuldades financeiras das companhias há semanas, com o mote de que os empresários e a população estão cada vez mais endividados. Mas, nesta última semana, passou a ressaltar a recuperação judicial das Casas Bahia.
O candidato chegou a gravar em frente à unidade da varejista próxima à Praça do Relógio, área de comércio popular, em Taguatinga, no Distrito Federal. A equipe fez imagens do senador e da loja, que está de portas fechadas.
