Em mensagens obtidas pela Polícia Federal, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, disse à amiga e lobista Roberta Luchsinger, em 2024, que não se sentia confortável com uma viagem planejada. Afirmou que ambos estavam se “arriscando” e sugeriu que esperassem alguns meses antes de viajar. As mensagens não esclarecem o que ele temia nem o que mudaria depois desse período.
A conversa foi publicada nesta 2ª feira (24.ago.2026) por Laryssa Borges e Ricardo Chapola, jornalistas da revista Veja. O material integra as investigações sobre a atuação do filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), suspeito de tráfico de influência.
Na 1ª captura divulgada pela revista, Roberta afirmou que ela e uma pessoa chamada “Nenuchas” haviam definido “alguns pontos” a respeito da excursão para um grupo de 8 pessoas. Lulinha respondeu: “Não acho que devíamos fazer nesse momento”.
Roberta perguntou o motivo da resistência e afirmou que a viagem não ficaria cara. Disse que ainda estava levantando valores e estimou um custo de R$ 100 mil por pessoa, incluindo passagens, hospedagem e outras despesas.
Na sequência, Lulinha afirmou que eles estavam se arriscando e que não havia necessidade de viajar naquele momento. Disse que bastava esperar alguns meses para que pudessem fazer isso “sem medo“. Roberta perguntou: “Medo de quê?”. Não há resposta a essa pergunta nas imagens divulgadas.
