O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou nesta 2ª feira (24.ago.2026) que os tribunais brasileiros “estão fazendo mais política do que propriamente justiça”. A declaração foi dada durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo.
Zema respondia a perguntas sobre os julgamentos no STF (Supremo Tribunal Federal) relacionados aos atos do 8 de Janeiro e à tentativa de golpe de Estado. O candidato classificou as condenações como resultado de um “julgamento nitidamente político” e defendeu uma anistia ou um novo julgamento dos réus.
“Eu daria anistia [caso eleito] ou, pelo menos, no mínimo, um tribunal que não seja político, um tribunal que seja judicial. Porque o que nós vimos no Brasil foi perseguição”, declarou.
A anistia, porém, não pode ser concedida diretamente pelo presidente da República. Segundo a Constituição, depende de lei aprovada pelo Congresso e sancionada pelo chefe do Executivo. Também não cabe ao presidente determinar um novo julgamento nem escolher o tribunal responsável pelo processo.
Zema afirmou que atos de depredação e vandalismo devem ser punidos, mas questionou a caracterização dos episódios como tentativa de golpe.
“Eu acho que deve-se punir pela depredação, pelo vandalismo. Agora, teve tiro disparado? Não teve nenhum movimento”, declarou.
BOLSONARO E URNAS
Zema tem defendido a anistia durante a campanha.
