O candidato à presidência Romeu Zema (Novo) disse nesta segunda-feira (24) que pretende reajustar o salário mínimo de acordo com a inflação e que os ganhos “reais” serão concedidos aos trabalhadores “se a economia estiver bem”.
Em sabatina realizada pelo Jornal Nacional, o ex-governador de Minas Gerais pediu a queda na taxa de juros para a recuperação da economia e criticou o impacto da Selic na dívida pública e na renda dos brasileiros.
“Eu garanto que ninguém vai ter perda. Se tiver inflação, nós daremos toda inflação. É um absurdo um aposentado não ter toda a reposição inflacionária ou pior ficar sem receber aposentadoria como aconteceu em Minas Gerais com mais de 300 mil. [Reajuste estará acima da inflação] Se a economia tiver indo bem e com contas equilibradas”, afirmou.
Zema também declarou que não vai mexer na idade mínima para a aposentadoria e que mudanças na previdência para militares e para trabalhadores rurais serão feitas a depender do “sucesso no ajuste das contas”.
“Por hora, não. Nós vamos mexer a medida que a expectativa de vida aumentar. E depois de ver se não conseguimos arrecadar mais com maior formalização”, disse.
A projeção feita por Zema é que a taxa de juros seja reduzida para 6% e, com isso, o governo tenha uma economia de R$ 800 bilhões por ano, o que ajudará a realizar outras mudanças estruturais.
“É uma questão de credibilidade. Um governo com gestão consegue avançar na redução de gastos.
