Algumas produções, mesmo contra todas as probabilidades, simplesmente precisam acontecer. Coyote vs. ACME é um desses casos. O filme foi sabotado até não poder mais, sendo cancelado pela Warner Bros. Discovery depois de já ter todo o material filmado. Após uma grande mobilização nas redes sociais, a companhia permitiu que a produção procurasse novas distribuidoras, com Netflix, Amazon, Paramount e Sony na disputa.
Surpreendentemente, quem enfim conseguiu os direitos foi a distribuidora independente Ketchup Entertainment. Confira a história completa, com mais detalhes, na matéria completa sobre o caso. Mas, afinal, será que todo esse esforço valeu a pena?
Coyote vs. ACME acompanha o personagem quando ele resolve abrir um processo contra a empresa que fabrica todos os artefatos que ele usa para tentar capturar seu nêmesis, Papá-Léguas. Confira a crítica completa do filme!
O simples que entretém
O maior acerto do filme foi colocar o Coyote como protagonista. A gente já conhece bem Pernalonga e Patolino, até sabemos mais sobre Piu-Piu e Gaguinho, mas nunca conhecemos muito sobre a personalidade de Coyote, além das inúmeras tentativas falhas de capturar Papá-Léguas. O filme apresenta o personagem quase como um anti-herói. Você chega a ter dó dele em algumas cenas.
O protagonismo carismático é complementado por uma clássica história de tribunal. A narrativa não chega nem perto de ser inovadora, mas não falha em te manter entretido.
