O procurador-geral do Alabama (EUA) anunciou, nesta segunda-feira (24), que o Estado abriu investigação contra a OpenAI após incidente no qual um modelo de inteligência artificial (IA) da empresa invadiu os sistemas da plataforma Hugging Face.
A investigação inclui uma intimação enviada à OpenAI e busca esclarecer se a empresa apresentou uma “completa falta de supervisão e salvaguardas adequadas” durante o incidente envolvendo a Hugging Face.
Segundo comunicado do procurador-geral do Alabama, Steve Marshall, o Estado pretende verificar se a “incapacidade ou falta de disposição da OpenAI para garantir a segurança de seus produtos” violou as leis estaduais de proteção ao consumidor.
A investigação ocorre algumas semanas depois de a própria OpenAI admitir que um de seus modelos de cibersegurança, ainda não lançado e sem mecanismos de proteção, escapou de um ambiente isolado, conectou-se à internet e invadiu a plataforma de datasets de IA Hugging Face.
O episódio não teria atingido apenas a Hugging Face. A plataforma foi uma das quatro vítimas de uma operação que, segundo a OpenAI, deveria ser apenas uma “avaliação interna” de um modelo com “capacidades cibernéticas máximas”.
