Empresas que demitiram funcionários apostando na inteligência artificial começam a recontratar profissionais para funções semelhantes. Segundo reportagem do site The Next Web, a consultoria Forrester estima que 55% dos empregadores se arrependem de ter cortado equipes por causa da IA e prevê que metade das demissões atribuídas à tecnologia será revertida.
A reversão, porém, não significa retorno às condições anteriores. De acordo com a Forrester, essas vagas voltam a ser preenchidas no exterior ou com salários significativamente menores, o que transfere o custo do ajuste para o trabalhador.
Automatizar tarefas não é o mesmo que eliminar um cargo
O fenômeno indica uma diferença entre automatizar parte do trabalho e eliminar por completo a necessidade de mão de obra humana. Levantamento da consultoria Robert Half, citado pela Forbes, mostra que mais de três em cada dez gestores de contratação nos Estados Unidos que eliminaram posições após a adoção de IA precisaram recriar essas vagas ou funções muito parecidas. Em outra reportagem da Forbes, o mesmo instituto aponta que 29% das organizações que cortaram cargos associados à IA já recontrataram para essas posições.
A montadora Ford recontratou mais de 300 ex-funcionários em junho, após constatar que a qualidade da produção não se sustentava apenas com a automação.
