Em uma loja de adivinhação no bairro de Gangnam, em Seul, na Coreia do Sul, uma cachorrinha chamada E-seul cheira um baralho de tarô antes de uma de suas patas repousar sobre algumas das cartas.
Do outro lado da mesa, a leitora de tarô Hwang Soo-kyung pega as cartas que E-seul tocou e começa a interpretar o que o animal pode estar sentindo. A ação é parte de um nicho de mercado crescente na Coreia do Sul conhecido como “tarô para animais de estimação”.
Para Ryu Su-mi, dona de E-seul, a leitura foi uma oportunidade de compreender melhor sua cadela, um animal resgatado que passou por traumas.
Queda de pelo em cães: quando é normal e quando pode ser problema de saúde
Nicole Bahls nomea cabrito como Vini Jr.: "Com muito carinho"
Cérebro canino consegue perceber expressões faciais negativas diferentes
“Como esse pequeno tem um trauma, diferente de outros cães, eu fiquei muito curioso”, disse Ryu. “Eu queria saber o que ele estava pensando. Ele dorme ao meu lado todas as noites e me segue como um guarda-costas, e eu estava genuinamente curioso para saber se isso era difícil para ele. Pensei que ele pudesse ficar cansado, então fiquei realmente curioso sobre esse tipo de coisa”, explicou Ryu.
O tarô para animais de estimação é impulsionado pelo aumento da posse de animais de estimação, já que menos sul-coreanos optam por ter filhos em um país com a menor taxa de natalidade do mundo, desencorajados pelos altos custos de moradia e educação.
