Brasil e Paraguai ainda divergem sobre a distribuição das cotas de exportação estabelecidas no acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O governo paraguaio reivindica 25% dos volumes para cada um dos 4 signatários sul-americanos. Brasil e Argentina consideram a divisão inviável e defendem critérios que levem em conta a produção e as exportações de cada país.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) argumenta que o Brasil deve receber uma parcela maior por ser o principal produtor e exportador do bloco em vários dos setores abrangidos pelas cotas.
O acordo é aplicado provisoriamente desde 1º de maio de 2026. A União Europeia estabeleceu cotas com tarifas reduzidas ou zeradas para produtos considerados sensíveis, como carne bovina, frango, açúcar, arroz e mel. Cabe aos países do Mercosul definir como esses volumes serão distribuídos internamente.
Uma resolução aprovada em abril regulamentou o registro e o controle das cotas, mas deixou em aberto a parcela destinada a cada país.
A Bolívia integra formalmente o Mercosul, mas não participou da negociação nem assinou o acordo provisório com a União Europeia. A discussão sobre as cotas envolve, portanto, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Enquanto não há consenso, vigora o critério de ordem de solicitação. Nesse modelo, não há uma parcela fixa para cada país. Os pedidos que cumprirem os requisitos são atendidos conforme a ordem de chegada até o esgotamento do volume disponível.
