“Depois dos 40, você precisa repor testosterona”: com promessas de mais libido, energia, músculos e até rejuvenescimento, o debate sobre reposição do hormônio de testosterona tem ganho cada vez mais espaço entre as mulheres nas redes sociais.
Porém, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) alerta que não é verdade que toda mulher precise fazer reposição de testosterona para melhorar a saúde ou evitar os efeitos do envelhecimento.
Em agosto, a Anvisa chamou atenção para a circulação de informações falsas sobre o uso do hormônio e reforçou que a reposição de testosterona não é uma necessidade universal. A indicação deve considerar o quadro clínico individual, sintomas, exames, histórico de saúde e evidências científicas.
Para a Dra. Patrícia Menegusso, médica com atuação em saúde da mulher, climatério e menopausa, o fenômeno merece atenção justamente porque a testosterona passou a ser apresentada nas redes sociais como uma espécie de “hormônio da juventude”.
“A testosterona não deve ser tratada como um hormônio que toda mulher precisa repor depois dos 40. Essa ideia simplifica uma questão médica que é muito mais complexa”, explica.
Segundo a médica, parte da confusão acontece porque sintomas comuns durante o climatério, como redução da libido, alterações de composição corporal, cansaço e mudanças no bem-estar, são atribuídos automaticamente à queda de testosterona.
