Cruzeiro e Atlético Mineiro se encontram pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, nesta terça-feira, 25, no Mineirão, em Belo Horizonte. Rivais estaduais, os times têm feito grandes embates decisivos, com direito a finais e partidas eliminatórias.
No entanto, além da rivalidade em campo, os clubes também discordam na forma de contar o histórico do clássico. Para o lado azul celeste, o jogo desta terça será o 517°. Enquanto isso, nas contas do Galo, a partida será a 535ª contra o arquirrival.
A explicação para a divergência está nas primeiras décadas do futebol mineiro. Atlético e Cruzeiro utilizam critérios diferentes para definir quais partidas devem entrar no retrospecto histórico do clássico, especialmente em confrontos disputados entre os anos 1920 e 1940.
A diferença no retrospecto de Cruzeiro e Atlético
Grande parte da discussão envolve jogos cuja documentação não foi preservada integralmente. Em muitos casos, não existem súmulas disponíveis, e os registros sobreviveram apenas por meio de jornais da época, publicações de federações ou arquivos dos próprios clubes.
Assim, o Atlético adota um entendimento mais amplo sobre a validade dessas partidas. Por outro lado, o Cruzeiro costuma exigir comprovação documental mais baseada nos parâmetros modernos, para incluir em sua contagem oficial.
Outro ponto de discordância envolve confrontos disputados por equipes de aspirantes ou formações que não reuniam os principais jogadores dos clubes.
