A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal manteve a prisão preventiva de Márcio Toledo Pinto, ex-assessor do STJ (Superior Tribunal de Justiça) investigado por esquema de venda de sentenças. Toledo está preso preventivamente por suspeita de “investigar” agentes da Polícia Federal que usavam bens apreendidos pela operação Sisamnes.
Por unanimidade, prevaleceu o entendimento do relator do caso, ministro Cristiano Zanin, para manter a prisão preventiva do ex-assessor e medidas cautelares contra sua mulher, Vanessa Gonçalves. O julgamento foi encerrado no dia 18 de agosto.
No seu voto, Zanin afirmou que Toledo e sua mulher realizaram o “monitoramento contínuo de agentes públicos, com potencial risco à integridade desses agentes e à higidez da investigação”. Leia a íntegra do voto (PDF - 132 kB).
Márcio Toledo atuou nos gabinetes das ministras Isabel Gallotti e Nancy Andrighi. Em maio, foi denunciado pela PGR (Procuradoria Geral da República) como um dos integrantes do esquema para antecipar decisões judiciais para o lobista Anderson Rodrigues.
Toledo foi preso preventivamente em abril de 2026 por interferir nas apurações ao monitorar a vida privada de policiais federais. Segundo a decisão de Zanin, o casal realizou um uma investigação privada, que acompanhava o uso do veículo apreendido, um Jeep Compass, por agentes da PF para fins não institucionais.
