A expectativa de escalada nas tensões envolvendo Irã e EUA e o desconforto com a posição fiscal da maior economia do planeta alimentaram mais uma vez a busca pelo ouro no exterior, levando o metal a superar novamente a marca de US$ 4.700 por onça-troy.
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,36% nesta segunda-feira (24) a US$ 4697,80 por onça-troy, no maior nível desde maio.
O movimento do metal precioso ocorre enquanto os mercados aguardam o principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), previsto para quarta-feira (26) e o discurso de estreia de Kevin Warsh no Simpósio de Jackson Hole na sexta-feira (28).
O ouro subiu mais de 5% na semana passada depois que o plano de suporte por recompra do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos empurrou o dólar para mínimas de vários meses.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou nesta segunda que as operações de recompra recomeçarão em setembro. De acordo com a CNBC, citando fontes do governo americano, o Tesouro pode usar sua Conta Geral de quase US$ 1 trilhão para ajudar a financiar seus planos de aumentar as compras de títulos públicos.
