O Bitcoin operou em alta nesta segunda-feira (24) seguindo o ímpeto que fez com que a criptomoeda subisse mais de 22% na última semana. O ativo conta com as incertezas envolvendo a economia americana, que passam pelo avanço da dívida pública às intervenções de Departamento do Tesouro, e aos sinais regulatórios.
Nesta semana, a postura do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) tende a ser outro catalisador para os preços.
Por volta das 16 horas (em Brasília), o Bitcoin operava em alta de 2,14%, a US$ 78.974,00, enquanto o Ethereum tinha alta de 1,02%, a US$ 2.473,02, de acordo com a plataforma Binance.
Após sua melhor semana em mais de dois anos, a recuperação do bitcoin enfrenta riscos, afirma Linh Tran, da XS.com.
Um alívio temporário na pressão sobre os rendimentos dos títulos, a fraqueza recente do dólar e a expectativa de condições financeiras menos restritivas impulsionaram o apetite ao risco e estimularam fluxos de capital para o Bitcoin.
Isso sugere que a alta é sustentada por uma demanda de compra genuína, embora o movimento de US$ 70.000 para quase US$ 80.000 ainda contenha certo grau de impulso de fatores técnicos.
Os próximos passos dependerão da sustentação dos fluxos de entrada nos ETFs, do comportamento dos rendimentos dos Treasuries e das sinalizações vindas do Simpósio de Jackson Hole. Se o dólar continuar a se desvalorizar e os rendimentos de longo prazo não subirem, o bitcoin poderá testar novamente a marca de US$ 80.000.
