Conforme noticiado pelo Olhar Digital, um foguete sul-coreano decolou do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão - popularmente conhecido como Base de Alcântara - no último dia 19.
Sem transmissão ao vivo ou presença da imprensa, a missão suborbital com o veículo SEBIT, da empresa InnoSpace, acabou não atingindo o resultado esperado: pouco mais de 30 segundos após a decolagem, o foguete perdeu a trajetória e acionou o sistema de autodestruição, explodindo no ar.
Apesar do revés técnico do veículo, especialistas garantem que o contratempo não afeta a reputação do centro maranhense. Na verdade, a operação prova que Alcântara está com a infraestrutura pronta para prestar serviços comerciais e receber missões de empresas privadas de todo o mundo.
Procedimento de segurança funcionou como previsto
Durante análise apresentada no programa Olhar Espacial da última sexta-feira (21), que você pode assistir na íntegra aqui, o divulgador científico especialista em astronáutica Pedro Pallotta explicou que a autodestruição do foguete no ar foi a decisão correta diante da perda de controle. Em voos espaciais, o sistema de segurança entra em ação imediatamente quando o veículo foge da rota planejada para evitar qualquer risco em solo.
Pallotta reforçou que o tropeço deve ser creditado à conta da fabricante, e não ao centro maranhense. A função do CLA nesse modelo de negócio é ceder o espaço físico e oferecer o suporte operacional em terra.
