Um drone russo equipado com um chip da Nvidia matou três civis em um ataque realizado em julho na cidade de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia, segundo especialistas em drones, comandantes militares ucranianos e uma equipe forense que examinou os destroços da arma e de outros ataques na região.
O caso chama atenção porque, de acordo com as autoridades e especialistas ouvidos pelo The New York Times, o drone era guiado por um sistema experimental de inteligência artificial (IA), sem a participação de um piloto humano na escolha do alvo final.
A vítima mais jovem foi Tetiana Bubynets, de 19 anos, estudante universitária. Ela estava próxima a um posto de gasolina quando o pequeno drone russo, semelhante a um aeromodelo, desceu do céu e tentou se aproximar do local. A aeronave acabou batendo em uma parede e explodiu, espalhando estilhaços que atingiram a jovem e outras pessoas.
Bubynets foi levada a um hospital, mas morreu. As outras duas vítimas, Oleksiy Svirin, de 41 anos, e Roman Karpiy, de 48, morreram posteriormente em decorrência dos ferimentos.
Segundo os especialistas e militares ouvidos pelo Times, operadores humanos programaram o drone para seguir em direção a um determinado posto de gasolina. Quando chegou perto do local, porém, a aeronave teria escolhido sozinha o alvo exato, provavelmente tanques de propano, com base no treinamento recebido para reconhecer esses objetos e atacá-los.
